A Consumer Electronics Show (CES) geralmente oferece mais do que apenas atualizações tecnológicas incrementais. É uma plataforma onde as empresas ultrapassam limites, às vezes resultando em dispositivos tão bizarros quanto ambiciosos. A vitrine de robótica deste ano apresentou vários destaques que confundem a linha entre a inovação prática e a novidade futurista. Estas máquinas destacam a evolução da relação entre os seres humanos e a automação, mesmo que ainda não estejam prontas para adoção em massa.
CLOiD da LG: o robô dobrável para roupa suja
O CLOiD da LG é um robô humanóide projetado para tarefas domésticas, principalmente para dobrar roupas. Embora não seja totalmente estranho no contexto da automação residencial, o conceito permanece impressionante. O dispositivo, ainda em fase de protótipo, possui braços funcionais com ponteiros de cinco dígitos e capacidade de fala. A sua utilidade potencial depende da aplicabilidade no mundo real; um robô capaz de lidar com a roupa poderia agilizar as tarefas, mas sua praticidade depende de uma adoção generalizada.
Sweekar: o companheiro de IA
O Sweekar de Takway é sem dúvida o dispositivo menos convencional em exibição. Não é um robô tradicional projetado para o trabalho, mas sim um companheiro de IA que evolui com o tempo. Começando como uma forma de ovo, Sweekar gradualmente eclode e desenvolve uma personalidade por meio de IA generativa, exigindo a interação do usuário para “crescer”. Este conceito posiciona Sweekar como um animal de estimação digital, apelando à conexão emocional em vez da eficiência funcional.
Switchbot onero H1: O assistente móvel
O onero H1 do Switchbot foi projetado para assistência em casa, mas evoca uma surpreendente semelhança com um manequim de futebol. Apesar da estética ímpar, o robô é equipado com braços para a realização de tarefas, oferecendo utilidade prática. O seu design pode não ser refinado, mas o conceito demonstra a ambição crescente dos robôs domésticos móveis.
Estes dispositivos levantam questões sobre o futuro da robótica, particularmente no que diz respeito à integração das máquinas na vida quotidiana. Enquanto alguns robôs se concentram em tarefas tangíveis, como dobrar roupas, outros priorizam o companheirismo e o envolvimento emocional. A tendência sugere uma mudança da automação puramente funcional para a interação homem-máquina, mesmo que a tecnologia ainda esteja em evolução.
A vitrine de robótica da CES 2026 é um lembrete de que a inovação muitas vezes vem de formas inesperadas. Ainda não se sabe se esses robôs se tornarão produtos básicos domésticos ou permanecerão curiosidades. No entanto, oferecem um vislumbre da próxima geração de automação, onde as máquinas podem não apenas executar tarefas, mas também interagir connosco de formas cada vez mais humanas.
