Apple TV e a indústria de webcams adultas. Combinação estranha, certo? Na verdade. Já tivemos Margo’s Got Money Troubles, um drama sólido sobre uma mãe recorrendo ao trabalho na câmera para sobreviver. Isso é ótimo. Confira se ainda não o fez. Mas espere.
Este não é aquele show.
Este é diferente. Tem chantagem. Fraude. Assassinato. Parece pesado, eu sei. É uma comédia.
Especificamente, é chamado de Prazer Máximo Garantido. Novos episódios aparecem na Apple TV todas as quartas-feiras. Você está assistindo o desenrolar da primeira temporada agora. Continue lendo. Você precisa saber sobre isso.
Um golpe que deu errado
O enredo é aparentemente simples. Paula (Tatiana Maslany), uma mãe divorciada, fica com um camboy chamado Trevor (Brandon Flynn). Durante uma videochamada, ela o testemunha sendo atacado.
Paula acha que acabou de ver uma agressão violenta.
Ela não fez isso. Foi uma farsa.
De repente, sua vida gira em espiral. Chamadas ameaçadoras exigem dinheiro. Os policiais locais são inúteis. Paula trabalha como verificadora de fatos em um jornal. Ela gosta de fatos. Então ela começa sua própria investigação complicada. O que se segue não é apenas uma rede de chantagem. É um mistério de assassinato completo.
Maslany carrega tudo
Tatiana Maslany está fazendo trabalho pesado aqui. Qualquer um que assistiu Orphan Black sabe que ela consegue lidar com papéis complexos. Aqui ela é impecável. Paula é imperfeita, destemida e ligeiramente selvagem. Ela quer dar uma vida normal à filha enquanto tenta provar que é uma funcionária confiável. Depois vem o choque da violência digital.
Paula é uma mulher que se recupera do divórcio, tentando manter a sanidade em um mundo que repentinamente virou de lado.
O show não foge das partes feias. O trabalho sexual é tratado com realidade. A violência é frequente. O impacto emocional sobre Paula é palpável. E ainda assim…
Isso faz você rir.
Rindo no escuro
Lembre-se de que isso é uma comédia. A vibração é semelhante a The Flight Attendant da HBO Max. Uma mulher é sugada pelo caos e tem que fazer escolhas erradas para sobreviver. O humor vem da edição. Cortes afiados. Música techno ousada durante os créditos. O foco chocante no ruído ambiente e nos toques do telefone.
Isso soa como terror? Bom. Esse é o ponto.
A linha entre o terror e o riso é tênue. O diretor David Gordon Green conhece esse jogo. Ele ganhou a vida confundindo esses limites. A tensão aqui parece conquistada por causa de sua experiência.
Um Conjunto Assassino
Brandon Flynn é Trevor, e ele é bom. Mas Murray Bartlett rouba cenas. Seu personagem caminha no fio da navalha entre o charme sociopata e a ameaça genuína. Parece fácil. Perigoso.
Jake Johnson interpreta o ex de Paula, Karl. Ele abandona a máscara cômica usual para revelar algo cru e dramático. Não vemos esse lado dele com frequência. Funciona.
Depois há o resto. Kiarra Hamagami Goldberg (Geri) e Charlie Hall (Rudy) são colegas de trabalho fofoqueiros de Paula. Eles são arrastados para a bagunça, como fazem os fofoqueiros. Dolly de Leon é Det. Sofia González. Inexpressivo. Seco. Ela interrompe o absurdo com um único olhar.
Ainda cozinhando
A primeira temporada ainda está em andamento. Não vou prever onde isso termina. Isso arruinaria o passeio.
O que posso dizer é isso. Há migalhas de pão por toda parte. As camadas estão sendo retiradas para revelar uma conspiração mais profunda por trás dos crimes. O show é viciante. Se não for renovado para a segunda temporada, algo está errado com o algoritmo.
Merecemos uma segunda temporada?
